
A história do violão começou a ser descoberta há quase dois mil anos antes de Cristo. Na antiga Babilônia arqueologistas encontraram placas de barro com figuras tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao violão atual.
Existem algumas hipóteses do surgimento do violão, entre elas é a hipótese de que o violão seria derivado da chamada “Khetara grega”, que com o domínio do Império Romano. Teria chego à península Ibérica por volta do século I d.C. com os romanos; este instrumento se assemelhava à “Lira”.
A segunda diz que o violão deriva-se do alaúde árabe, levado à península Ibérica na época da invasão muçulmana, na Batalha de Guadalete, ocorrida no ano 711. Com a influência islâmica que durou alguns anos na região, o instrumento foi se popularizando e se adaptando à cultura local.
Não se sabe ao certo sua origem, mas o que pode ter certeza é que, hoje, o violão é um instrumento muito popular em todo o mundo.
O violão no Brasil
Em São Paulo, o provável surgimento do violão se deu junto com os jesuítas durante os primeiros anos da colonização.
Embora existam divergências quanto ao instrumento usado pelos jesuítas na sua catequização, acreditamos que esteve presente. Se não foi o único instrumento certamente fez parte da bagagem dos vários instrumentos trazidos pelos jesuítas. Conforme levantamento histórico realizado por José Ramos Tinhorão, “todos os exemplos de cantigas urbanas entoadas a solo por aqueles inícios do século XVI revelam em comum o acompanhamento ao som de viola.”
Convém lembrar que, durante o século XVI, ainda não existia o violão propriamente dito, ou seja, como nós conhecemos hoje em dia. Naquela época seus ancestrais – a viola, a vihuela e o alaúde – eram os instrumentos mais populares. É dessa época também o surgimento de violas mais simples que seriam chamadas de “guitarras”. Essas guitarras que hoje chamamos de violão. Essa popularização se deu junto ao povo paulistano ao longo de todo os séculos XVI e XVII. Já no final do século XVI, quando Portugal passou para o domínio da Espanha, a cidade de São Paulo, está falando – ao lado da chamada ‘língua geral’, um português corrompido pelo castelhano. Segundo observou Rugendas quando da sua viagem à São Paulo, havia muita contribuição do sangue espanhol aos costumes da população da cidade. Entre eles a apreciação a música, a dança e a conversação.
Esta apreciação tornava o gostos paulistanos diferentes das demais cidades brasileiras. Já registrava-se naquela época o gosto pelos jogos nas maiores cidades como o Rio de Janeiro, Recife e Salvador.
Fonte: http://www.violaomandriao.mus.br e http://blog.institutouniversal.com.br