O famoso disco de vinil!
O disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play, ou coloquialmente bolachão (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usava um material plástico chamado vinil.
Trata-se uma bolacha de material plástico, usualmente de cor negra, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos.
O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música).
Exemplo de um disco de vinil.O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição verticale dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco com a agulha.
Vinis pelo mundo
- 1887 – Emile Berliner inventa o primeiro disco plano, feito de vidro laminado com negro-de-fumo
- 1890 – Início das gravações comerciais. Eram utilizados cilindros de cera, cada um com cerca de dois minutos de som.
- 1894 – Berliner descobre uma forma de produzir cópias em quantidade, prensando os discos em borracha dura.
- 1904 – A Columbia lança o primeiro disco com dois lados
- 1925 – 78rpm se torna padrão para os discos com a invenção do toca discos elétrico
- 1931 – A RCA Victor inventa o LP
- 1934 – A. D. Blumlein inventa o disco estéreo. O termo “hi fi” ou “high fidelity” começa a ser usado.
- 1940 – A RCA Victor começa a fabricar discos em vinil
- 1948 – O LP, ou Long Play, é lançado pela Columbia, com vinte minutos por lado em 33 1/3 rpms.
- 1949 – A RCA introduz o disco de 45 rpm
- 1958 – Álbuns em estéreo estão disponíveis no mercado
Tipos de Vinil
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CDs) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX. Com o fim da venda comercial dos discos de vinil , alguns audiófilos preferem o vinil, dizendo ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD.
Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos: CD em formato de disco de vinil. LP: abreviatura do inglês Long Play. Disco com 31 cm de diametro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diametro e que era tocado, normalmente, a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado.
O EP normalmente continha em torno de quatro faixas. Single: abreviatura do inglês Single Play; também conhecido como compacto simples. Disco com 17 cm de diametro, tocado usualmente a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado . Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diametro e que era tocado a 45 rotações por minuto. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.
LP X CD
Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substitídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som livre de ruídos. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado.
Certos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CDs, DVDs e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos e batidas graves e “naturalidade” e espacialidade do som. Estas diferenças no entanto são pouco perceptíveis a ouvidos destreinados.
Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações. Os problemas mais graves encontrados com o CD no início também foram aos poucos sendo solucionados. O sucessor do CD, o DVD-Audio, oferece fidelidade superior ao CD, apesar de sua baixa penetração no mercado atual.
Até hoje se fabricam LPs e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música antiga.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.